Alvinegro faz hoje partida de ida da 2ª fase do Campeonato Brasileiro; sistema de disputa é inédito para o clube desde de 2005

Certamente uma das frases que o torcedor do Operário mais ouviu vinda de jogadores e técnico do clube é “domingo será uma decisão para nós”. Acostumado nos últimos anos a ter jogos importantes para o futuro do clube, o discurso de ?cada jogo é uma decisão? virou recorrente em Vila Oficinas.

Entretanto, ainda que tenha submetido seu torcedor à algumas partidas que tenham definido o futuro da equipe (sobretudo no ano passado, na Divisão de Acesso), hoje, o time ponta-grossense encara, de fato, uma decisão. A partida que acontece às 16 horas no Germano Krüger é a primeira parte da segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. O complemento acontece no próprio domingo, com o jogo de volta, em Blumenau. Um resultado adverso hoje pode significar o fim do campeonato brasileiro para o Operário, daí, mais uma vez o bordão de “decisão” volta à tona no Germano Krüger. O técnico Caçapa já adiantou que a meta é vencer hoje, e de preferência, não tomar gols, já que gols fora de casa é um dos critérios de desempate.

Foto: REESTREIA Baiano volta a jogar com a camisa do Operário hoje, diante do Metropolitano, no Germano Krüger

REESTREIA Baiano volta a jogar com a camisa do Operário hoje, diante do Metropolitano, no Germano Krüger

Apesar do discurso de “decisão” já ser bastante conhecido em Vila Oficinas, o sistema de disputa desta fase do Nacional é praticamente uma novidade. A última vez que o Operário disputou um “mata-mata” foi a cinco anos, e ainda não traz boas recordações ao torcedor alvinegro. Foi em 2005, pelas semifinais da Segunda Divisão Paranaense, contra o Galo Maringá. Assim como nesta segunda fase da Série D, o Operário fez a primeira partida em casa, e conseguiu vencer por 2 a 1. Entretanto, na volta, acabou sucumbindo e viu frustrar seu retorno à elite estadual.

Para ter êxito nesse tipo de disputa, o Operário trouxe quatro reforços, que podem atuar por somente duas partidas, caso fracassem. Rogerinho, Grilo, Baiano e Ícaro vieram dos três melhores da Divisão de Acesso e começam entre os titulares hoje à tarde.

O meia Grilo minimiza a pressão sobre os reforços, que chegam com a missão de dar sobrevida à campanha alvinegra no Brasileiro. “A gente sabe que existe a pressão, viemos para ajudar e se não der certo seremos eliminados. Mas todo jogador gosta dessa cobrança, de ter que resolver”, diz.

Grilo aposta sobretudo no entrosamento com Baiano,. Juntos, os dois levaram o Arapongas ao vice-campeonato da Segundona Estadual. “A gente já vinha fazendo um bom trabalho no Arapongas e esse entrosamento com certeza ajuda muito”, analisa o meia.

“O entrosamento já vem do Arapongas e acho que será tranquilo. A gente vem para cá com a missão de ajudar o time e tem que fazer gol”, reforça o discurso o atacante Baiano.

O duelo entre Operário e Metropolitano acontece às 16 horas, no Germano Krüger. Os ingressos custam R$ 20, arquibancada, e R$ 50 arquibancada coberta.

Baiano retorna buscando a redenção
Entre as quatro estreias com a camisa do Operário hoje à tarde, talvez, a mais significativa é a do atacante Baiano. O jogador retorno ao Germano Krüger após viver dois momentos distintos com a camisa alvinegra.

Se no ano passado o atacante foi o grande destaque da campanha que levou o Operário de volta à elite estadual, o mesmo não se repetiu no ano seguinte. Lesões, rumores de negociações e falta de gols durante o Paranaense deste ano fizeram com que o jogador, de ídolo, passasse a ser questionado. Os onze gols e a vice-artilharia da Divisão de Acesso deste ano pelo Arapongas fizeram o jogador retornar ao alvinegro de Ponta Grossa.

“Vivi um momento diferente esse ano. Quase não pude jogar aqui por causa de uma lesão, mas hoje estou bem, os gols estão saindo e estou num ritmo bom”, garante o atacante.

Baiano, ao lado de Ícaro, tem a missão de tornar o ataque do Operário mais rentável. A equipe ponta-grossense marcou apenas três gols ? e curiosamente, todos no Germano Krüger ? em seis jogos, e é dona do pior ataque dos 20 finalistas da Série D. “A torcida tá esperando os gols, e vamos nos empenhar para isso, porque temos que vencer aqui”, finaliza Baiano.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 5/09/2010).

Os comentários estão encerrados.